Deixou Saudades

23/07/2015 14:59

O "Deixou Saudades" dessa semana vai relembrar os dois títulos do Cataguá no Amador de Mogi Guaçu nos anos de 1996 e 1999.

Presidido por Laércio, nascido e criado na Fazenda Cataguá, o time do Cataguá FC, marcou história no cenário do futebol amador. 

O goleiro Cléber colaborou conosco para lembrarmos do primeiro título. Para comandar aquele time Laércio convidou o saudoso Vanuzinha como técnico, que segundo Cléber sempre foi muito amigo de todos os jogadores, conseguindo tirar o melhor de cada um dentro das partidas. O time base campeão era Cléber, Paulinho, Julinho, Bocão e Gibi; Vô, Rivelino, Paulo Alessandro e Neizinho; Jarbas e Batata. Cléber disse que a principal característica daquele time era a velocidade, o time era muito rápido, chegava no gol adversário com muita facilidade, o time era sempre objetivo e muito compacto, sofria poucos gols. 

O Cataguá fez ótima campanha e chegou as semifinais para enfrentar o tradicional time do Paulista. Cléber disse que foram dois duelos muito difíceis, o time do Paulista era muito raçudo e bem entrosado. O Paulista contava com jogadores como Geraldo, Danilo, Piti, Juninho, Adilson, Camilo, Augusto e o ex-profissional Humberto Suzigan, que comandava o meio de campo da equipe. Na primeira partida o Cataguá venceu por 1x0, gol de Batata e no segundo jogo um 0x0, que classificou o Cataguá para a decisão contra outro time da Zona Sul, o Botafogo que contava com jogadores como Ronoel, Jamil, Lê, Gaizero, Ferrugem e Tiãozinho.

Cléber disse que o Cataguá fez um grande jogo na primeira partida da final, foi superior ao Botafogo nos 90 minutos, vencendo por 3x1, com dois de Jarbas e um de Batata, dando a vantagem para o jogo de volta e muita confiança naquela conquista inédita. O segundo jogo terminou empatado em 0x0 e festa para o mais novo campeão da cidade.

Nos anos de 1997 e 1998 o Cataguá parou nas semifinais. Em 1999 Vanuzinha voltou ao comando do time para mais uma vez dar o título máximo da cidade para o Alviverde. O time base foi Deda, Paulinho, Dú Cavalo, Bocão e Gibi; Fabiano, Luciano Bridi (Vô), Pino (Pitaca) e Nenê (Tiãozinho); Wagninho (Negreiro) e Batata. 

Dentro daquela campanha o Cataguá aplicou uma sonora goleada em cima do Galo na primeira fase, jogando no Campano enfiou 8x0, tendo como destaque o gol do meio de campo marcado por Wagninho. Naquele jogo Vanuzinha mandou a campo, Deda, Paulinho, Dú Cavalo, Bocão e Gibi; Fabiano (Vô), Luciano Bridi, Pino (Nenê) e Pitaca; Wagninho (Tiãozinho) e Batata. 

Nas semifinais o adversário do Cataguá foi o XIII de Julho que era comandado por Luiz Mesquita Fialho, contando com jogadores como Zé Antonio, Despesa, Dú, Fabinho, Márcio, Peninha, Rafa, Odirley, entre outros. O Cataguá acabou levando a melhor nos dois jogos 1x0 e 2x1, passando a final para enfrentar o Itaqui.

No primeiro jogo da final o Cataguá veio a campo com Deda, Paulinho, Dú Cavalo, Bocão e Gibi; Vô, Fabiano, Luciano Bridi e Nenê; Tiãozinho e Batata. Já o técnico Mirinho mandou o Itaqui a campo com Cléber, Dú Trevisan, Valdir, Papinha e Rato; Batina, Dino, PC e Ivanzinho; Maioca e Jarbas.

O Itaqui começou aquele jogo sendo muito superior ao Cataguá, tomava conta do jogo, Batina e PC comandavam o meio de campo, Jarbas e Maioca infernizavam a zaga do Cataguá com suas rápidas movimentações. Antes do fim do primeiro tempo Jarbas abriu o placar dando a vantagem parcial para o Itaqui. A segunda etapa começou mais equilibrada, o Cataguá conseguia chegar mais ao gol de Cléber. Em uma jogada pela linha de fundo do veloz lateral Paulinho, Batata aparece na segunda trave e empata o jogo, quando o jogo encaminhava para um empate, penalti para o Cataguá, o capitão Dú Cavalo bate e converte a cobrança dando a vitória de virada para o Cataguá. Antes do final do jogo um lance preocupou demais quem estava no Camacho, Rato acertou uma cotovelada em cheio no rosto do meia Nenê, que ficou desacordado e precisou ser levado a Santa Casa de ambulância.

Para a segunda partida Vanuzinha mexeu no seu ataque, colocando Negreiro na vaga de Tiãozinho, já Mirinho colocou Tom no lugar do suspenso Dú Trevisan e colocou Zé Alexandre no lugar de Dino. 

O Camacho estava lotado, eram quase 5 mil pessoas acompanhando aquela decisão que começou com muita confusão, com 10 minutos de jogo Rato e Dú Cavalo trocaram agressões e acabaram expulsos gerando muitas discussões, depois de quase 10 minutos de paralisação o jogo reiniciou e o que pode se ver foi o total domínio do Itaqui que acabou vencendo o jogo com relativa facilidade por 3x0, com dois de Jarbas e um de Tom, levando o jogo para a prorrogação, que terminou sem gols e a decisão foi para os penaltis, aonde o Cataguá convertou as cinco cobranças e o Itaqui desperdiçou a última com Zé Alexandre dando o bicampeonato para o Cataguá, em uma das finais mais eletrizantes de todos os tempos no amador de Mogi Guaçu.

Com certeza aquele time do Cataguá deixou saudades.